Cirurgia Ortognática – Classes

A cirurgia ortognática é amplamente recomendada para corrigir alterações de crescimento dos maxilares, distúrbios da mordida, articulações e respiração, e também melhora aspectos relacionados à estética facial.

Cirurgia Ortognática Classe 1

A cirurgia ortognática em pacientes classe 1 é indicada apenas para correção do aspecto facial, pois nesse caso existe correta relação entre as  bases ósseas (maxila e mandíbula). Entre as várias má oclusões, são as  mais rápidas de tratar, pois todo o trabalho de ortodontia que geralmente precisa ser feito para corrigir a relação entre os molares não é necessário aqui.

De origem incerta, alterações de classe 1 podem ocorrer em pacientes com componente hereditário, mas pode acontecer após trauma, ou afecções incertas. Quais as alterações que podem levar à cirurgia de classe 1:

  • Perda repentina de equilíbrio que leva à queda dentária
  • Ranger os dentes durante o sono e sem controle consciente
  • Danos dentários por cuidados inadequados
  • Hábito de manter a chupeta ou o polegar na boca
  • Alguns tumores da cavidade oral

Cirurgia Ortognática Classe 2

A cirurgia de classe 2 é realizada quando, por problemas ósseos, a arcada dentária inferior está muito atrás da arcada dentária superior.Os dentes superiores estão, portanto, bem à frente dos dentes inferiores e os arcos dentários podem estar separados por uma folga ou, se não houver folga, os incisivos estão inclinados. Nas características faciais, esse defeito se manifesta pela retração do queixo e contração do lábio inferior. Também pode haver um distúrbio esquelético em que o osso maxilar é muito extenso, mas geralmente o osso da mandíbula não é bem desenvolvido. Na maioria das vezes esses problemas são hereditários.

A variedade de sintomas dependerá de cada caso. Pacientes com deformidade em classe 2 podem ter dificuldade para morder e mastigar os alimentos, problemas com a pronúncia e a articulação adequada dos sons e, em casos extremos,  babação (pode ocorrer desconforto devido ao vazamento de saliva pela boca).

Em alguns casos, os pacientes classe 2 podem ter dificuldade para fechar e unir os lábios, o que pode resultar em maior propensão à cárie. O desalinhamento dos dentes também pode levar à sobrecargas oclusais com consequente maior rapidez de perdas dentárias ou distúrbios da articulação têmporomandibular.

Cirurgia Ortognática Classe 3

Entende-se por má oclusão classe 3 a deformidade facial particular na qual houve um crescimento excessivo da mandíbula (parte inferior) ou pouco desenvolvimento da maxila. Observando-se os pacientes que apresentam esse tipo de má oclusão, nota-se uma significativa proeminência do queixo, principalmente se vista de perfil, enquanto a parte central da face (lábio superior e bochecha) parece achatada.

Nesse caso, quanto mais cedo for realizada, maior a probabilidade de se corrigir ou pelo menos reduzir a extensão da discrepância.

O sucesso da cirurgia classe 3 depende de muitas variáveis. Dentre elas,  a experiência do cirurgião maxilofacial para reconhecer o candidato que realmente irá se beneficiar desse tipo de cirurgia é fundamental.

Cirurgia Ortognática: recuperação

A fase pós-operatória e a recuperação da cirurgia dependem principalmente da magnitude do procedimento. De fato, quanto mais invasiva é a operação, mais tempo e terapias de reabilitação  serão requeridos na fase pós-operatória.

Lembre-se de que, devido ao uso de anestesia geral, é indispensável a internação do paciente por um período mínimo de 24 horas.

Como mencionado, a recuperação depende do método cirúrgico utilizado. Após a cirurgia, há um inchaço no rosto que aumenta progressivamente nos três dias após a cirurgia. O inchaço desaparece dentro de algumas semanas, assim como as feridas cirúrgicas. Inicialmente, pode haver dormência na área de corte por algum tempo.

Período de recuperação

Após a cirurgia podem ser utilizadas radiografias para o médico verificar a condição alcançada. Se a posição dos maxilares for alterada durante a cirurgia, recomenda-se uma dieta suave por cerca de seis semanas para permitir que as articulações ósseas têmporomandibulares se recuperem.

Um consulta para acompanhamento é realizada cerca de uma semana após a cirurgia e, em alguns casos, as suturas são removidas. Durante o acompanhamento pós-operatório a mordida sempre é inspecionada e, ao final do tratamento, geralmente um novo exame radiográfico é realizado.

Após 10 dias da intervenção é possível retomar uma vida praticamente normal, porém evitando-se atividades cansativas, saunas e exposição ao sol. Para retorno às atividades físicas mais intensas, recomenda-se o um período de adaptação gradual após 17 e 20 dias e por, pelo menos, três semanas.

A ortognática é um procedimento cirúrgico complexo e o tratamento com um médico experiente permite o gerenciamento ideal de possíveis complicações.

Pós operatório

A cirurgia ortognática é realizada sob anestesia geral em ambiente hospitalar. Portanto, espere passar, pelo menos, uma noite no hospital após a cirurgia, para que seu estado geral seja monitorado de perto.

Independente dos protocolos em vigor, da situação específica e da rotina do cirurgião, a alta será concedida o mais rápido possível para que a recuperação possa ser realizada no conforto da casa do paciente.

Como no conforto do lar não há supervisão continuada equipe médica, pode ser que os primeiros dias em casa sejam repletos de incertezas e preocupações, o que é normal. Portanto, é fundamental conhecer várias informações sobre esse período pós-operatório inicial. É importante lembrar que todos os pacientes são diferentes e ninguém reage da mesma maneira. Uma fonte de preocupação para um paciente pode não ser motivo de preocupação para outro. Portanto, é difícil listar quais seriam os sintomas normais e anormais. Além disso, não existem regras que possam determinar quanto tempo os sintomas podem persistir ou desaparecer, pois existem vários fatores determinantes e estes são exclusivos de cada pessoa.

Inchaço

O inchaço (edema) é caracterizado por uma área do corpo que está aumentada e, em algumas vezes, com temperatura mais alta do que em outros lugares. Deve-se ter em mente que esse fenômeno geralmente é a primeira resposta (normal) do corpo iniciar o processo de cicatrização.

O edema é temporário e aparece na face durante as primeiras 24 a 72 horas após a cirurgia, na maioria dos pacientes. Geralmente é concentrado na área afetada pela cirurgia, seja na maxila, na mandíbula, em  ambos ou incluindo o queixo.

O inchaço é de intensidade variável; pode ser mínimo em algumas pessoas e muito intenso em outras. Tende a ser um pouco intenso quando a mandíbula tiver sido reposicionada, porém pode se estender até a testa ou descer ao pescoço pelas têmporas, deformando um pouco o rosto.

A maioria dos edemas desaparecem em 7-14 dias. Por outro lado, um discreto inchaço pode persistir por várias semanas em certos indivíduos, dependendo da capacidade do corpo de se recuperar e do atendimento correto pelo paciente às recomendações do cirurgião.

Dor e desconforto

A dor é quase inevitável após a cirurgia ortognática, por isso é considerada ”normal“, mas sua intensidade pode variar muito de uma pessoa para outra e de acordo com o procedimento cirúrgico realizado(apenas maxila, apenas mandíbula ou ambos).

Dependendo da sua tolerância pessoal, da maneira como o seu corpo responde e da natureza da cirurgia, você pode sentir pouca ou muita dor no pós-operatório.

É difícil, senão impossível, prever a intensidade da dor experimentada, dado o número de fatores que podem ser levados em consideração.

O desconforto tende a ser maior nos primeiros dias após a cirurgia. Em geral, a dor diminui gradualmente dentro de alguns dias. Se a dor aumentar repentinamente após um período menor, ou se simplesmente não desaparecer após uma semana, é recomendável que você entre em contato com seu cirurgião.

Náusea e vômito

Náuseas e vômitos são os efeitos colaterais mais comuns da anestesia geral administrada durante a cirurgia. Os sintomas são maiores nas primeiras 24 a 72 horas após a cirurgia, período em que o anestésico ainda está em seu corpo.

A náusea também pode ser causada outros fatores como a“fadiga” pós-operatória, a má alimentação ou certos medicamentos que podem ser mal tolerados pelo estômago.

Dor de garganta

Quando você acorda da anestesia geral a garganta pode ficar dolorida, principalmente ao engolir. Esse desconforto geralmente é devido ao estresse imposto aos tecidos durante a cirurgia.

A dor de garganta também pode ocorrer pelo inchaço mais intenso, especialmente quando a mandíbula for reposicionada, como já dito anteriormente. A dor na garganta geralmente não dura mais de 2 ou 3 dias após a cirurgia.

O Dr. Geraldo Capuchinho atende pacientes em Belo Horizonte e realiza a cirurgia ortognática. Marque a sua consulta.